Nova parceria Brasil x China para desenvolver o satélite CBERS-4A

      De acordo com o INPE, o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 492/16, que contém o protocolo complementar para o desenvolvimento do satélite sino-brasileiro CBERS-4A, foi aprovado na segunda-feira (22/8) pelo Plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília. A matéria já está aprovada também pelo Senado Federal

   O CBERS-4A é o sexto satélite feito em parceria com a China. No Brasil, o desenvolvimento do programa CBERS cabe ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

       Segundo o Ministério das Relações Exteriores (MRE), o programa CBERS (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres, na sigla em inglês) proporciona benefícios mútuos em termos de capacitação e acesso a tecnologias de ponta, transferíveis aos setores industriais dos dois países, com participação meio a meio.

      Especialistas do INPE e da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (CAST) trabalham em conjunto no CBERS-4A. Concluídas as fases de montagem e integração, os testes do satélite serão feitos na sede do INPE, em São José dos Campos (SP). A previsão é que o processo seja iniciado em 2017. O equipamento deve ser lançado ao espaço em setembro de 2018.

      A construção de mais dois satélites (CBERS-5 e 6) está em discussão no âmbito do Plano Decenal de Cooperação Espacial Brasil-China 2013-2022.

Monitoramento

  As imagens geradas pelos satélites CBERS são utilizadas em programas de monitoramento do desmatamento na Amazônia, bem como em aplicações voltadas para a vegetação, a agricultura, o meio ambiente, o gerenciamento hídrico, a cartografia, a geologia, o gerenciamento de desastres naturais e a educação sobre temas ambientais.

    No âmbito multilateral, Brasil e China lançaram, em 2007, a iniciativa “CBERS for África”, por meio da qual são distribuídas imagens de satélite, sem custo, a países do continente africano, contribuição reconhecida internacionalmente como modelo de cooperação.

(Agência Gestão CT&I, com informações da Câmara dos Deputados)

Referência:

  • MundoGeo – Por Ariane Barbosa | 15h31, 29 de Agosto de 2016

GEOINTELIGÊNCIA NO MUNDO

       Cada vez mais, o emprego da Inteligência de Imagens ou IMINT (Imagery Intelligence) e da GEOINT (Geointeligência) são indispensáveis dentro dos contextos operacionais modernos, devido a crescente importância em se ter acesso a informações de inteligência precisas, em tempo real (ou no menor tempo possível) e geograficamente referenciadas.

      Em todo o mundo,  as Forças Armadas, cada vez mais, têm necessidade de utilizar técnicas correlatas a Geointeligência, a fim de aperfeiçoar o emprego das tropas e meios militares e, também,  como ferramenta para assegurar que os Comandantes em todos os níveis, possam ser melhor assessorados na tomada de decisão.

       Analisando a situação atual do país e do mundo, fica claro que nos encontramos em um contexto de crescente ocorrência de conflitos (Guerras Civis, Atentados terroristas, Calamidades Públicas, Atuações violentas do Crime Organizado, etc) e, por consequência, o papel das Geotecnologias tem assumido, um significado muito expressivo no combate contra ameaças das mais diversas matizes.

        Desde tempos remotos, o sucesso nas investidas militares, está diretamente atrelado a ao conhecimento do inimigo e do terreno, ou seja, existe a necessidade de um sistema de mapeamento de territórios, sejam eles nacionais ou extra-nacionais, que pode ser atingido através de um plano de mapeamento sistemático ou de atividades de mapeamento rápido (de oportunidade), quando relacionado a um evento (crise) pontual.

Vinculado a este mapeamento, está a necessidade do desenvolvimento de uma base digital de dados geográficos, contendo não apenas mapas de base, mas informações referentes aos conhecimentos físicos (Terreno), Meteorológicos e humanos (Considerações civis) sobre uma região ou país, é indispensável para qualquer tipo de operação. Uma base de dados deste tipo, deve combinar informações provenientes de imagens de satélite com dados temáticos disponíveis através de várias fontes governamentais e particulares.

     Nos últimos anos, a criação de ferramentas (softwares) de apoio à decisão, possibilitam ao Cmdo das Forças em questão, o acesso a uma visão mais completa e recente de todas as características geográficas do campo de batalha. Esse tipo de sistema faz a exibição e o cruzamento de informações de temáticas diferentes, tais como mapas topográficos, imagens de satélites (também de aeronaves tradicionais e remotamente pilotadas), condições e/ou previsões climáticas e informações de fontes humanas.

      Ainda dentro deste contexto, a geração de uma base de dados precisos em 3D que cubra as áreas de interesses e somada a todos os outros produtos citados anteriormente, serve para orientar os planejamentos operacionais de uma forma mais realista ou mesmo, para serem inseridos em sistemas de simulação de combate e sistemas de suporte a estas operações, proporcionando uma análise muito mais apurada de todos os fatores que podem influenciar no combate.

       Todas as técnicas e produtos detalhados, atualmente são largamente empregados pelos principais exércitos do mundo, e comprovadamente, tem mudado a forma de observar e analisar o combate moderno, tendo sido decisivos para os tomadores de decisão.

      Por fim, podemos afirmar que, na era atual, as chances de sucesso em uma operação militar, sem o emprego de Geotecnologias em prol das atividades de Geointeligência é cada vez mais remota e, por consequência, é muito importante o estudo e o desenvolvimento desta doutrina no âmbito nacional.

Referência: